História do Serviço
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Contactos e Acessos

Localização do Serviço

O Serviço encontra-se instalado em área autónoma do hospital e ligado a este através dum túnel de acesso no piso 1 na ala Sul.

Contactos Telefónicos:

Telefone Central HSM- 217805000
Serviço de Radioterapia - 217805312

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Equipa do Serviço

Equipa RT

É uma equipa multiprofissional responsável por assegurar um tratamento que obedeça aos mais elevados padrões de qualidade e segurança.
A equipa é constituída por diversos grupos profissionais: Médicos especialistas em Radioterapia, Físicos, Técnicos de Radioterapia, Enfermeiros, Assistentes Técnicos e Assistentes Operacionais.


  • Médico especialista em Radioterapia:

É o responsável pela definição da estratégia terapêutica, pela determinação dos volumes tumorais e órgãos críticos, pela prescrição de dose e fraccionamento, pela aprovação da planimetria de tratamento e pelo acompanhamento e seguimento clínico do doente durante e após o tratamento de Radioterapia. Intervém também na formação pré e pós graduada, bem como na área da investigação científica.


  • Físico:

É o responsável pela Dosimetria e Controlo da Qualidade dos equipamentos, pela Planimetria e Controlo da Qualidade dos tratamentos e pelo controlo das condições de Protecção Radiológica de toda a unidade assistencial de Radioterapia. Intervém também na formação e treino de físicos, médicos e técnicos, bem como na área da investigação técnico-científica.


  • Técnico de Radioterapia:

As funções dos Técnicos de Radioterapia dependem do local onde exercem as suas funções:

  • Técnico da TC Planeamento: É o responsável pela execução e/ou controlo dos meios de imobilização e protecção dos doentes e pela aquisição de imagens de planeamento. Tem um papel interventivo no acolhimento ao doente. Intervém também na formação e treino de diferentes grupos profissionais, bem como na área da investigação técnico-científica;
  • Técnico da Dosimetria: Concebe e realiza estudos dosimétricos e faz parte da equipa responsável pelo controlo de qualidade dos equipamentos. Intervém também na formação e treino de diferentes grupos profissionais, bem como na área da investigação técnico-científica;
  • Técnico da Unidade de Terapia: É o responsável pelo posicionamento/imobilização dos doentes e administração diária do tratamento, pela aquisição de imagens de verificação no decurso dos tratamentos e pela apreciação de queixas inesperadas, e consequente encaminhamento para o médico especialista. Intervém também na formação e treino de diferentes grupos profissionais, bem como na área da investigação técnico-científica.

  • Enfermeiro:

É responsável pela prestação de cuidados de enfermagem aos doentes em tratamento (realização de pensos, posicionamentos, administração de oxigénio, avaliação de sinais vitais e administração de terapêutica EV/SC/IM/per’os e soros). Desempenha papel importante no acolhimento ao doente. Na Braquiterapia é responsável pela disposição do material necessário, pela algaliação, pela preparação física e psicológica do doente para o tratamento e presta apoio na anestesia, na realização de ecografias e na monitorização dos doentes. Colabora na consulta multidisciplinar de Mama, nas consultas de decisão de ginecologia, braquiterapia, ORL e recto, e nas consultas de acompanhamento e follow-up de ginecologia.
Orienta a transferência de doentes com necessidade de cuidados especiais, encaminha os doentes para outras valências clínicas (psicólogo, assistente social, cuidados paliativos, consulta da dor, etc.) e funciona como elemento de ligação com outras unidades/serviços/centros de saúde. É responsável pelo controle, manutenção e requisição de todo o material clínico e medicação, e pela supervisão dos assistentes operacionais.


  • Assistente Técnico:

As funções dos assistentes técnicos dependem do local onde exercem as suas funções:

  • Secretário de unidade: É o responsável pelo apoio às actividades assistenciais médicas e às consultas multidisciplinares, pela facturação do hospital de dia e CPC, pela organização dos processos dos doentes enviados para outras entidades prestadoras de cuidados e pela coordenação do secretariado da recepção;
  • Secretariado da recepção: É o responsável pelo atendimento de doentes, pelo agendamento de consultas de decisão, de acompanhamento, de final de tratamento e de follow-up, pela marcação de transportes dos doentes, pela organização de arquivo de processos e pela reposição de material nos gabinetes médicos.

  • Assistente Operacional:

É função do assistente operacional receber, acompanhar e orientar os doentes e familiares dentro e fora do serviço, sempre que tal seja necessário. Ajudar no transporte e passagem de doentes com dificuldades, chamar e acompanhar os doentes para os gabinetes de consulta. São responsáveis pela reposição de material nas unidades de terapia e TC, pela entrega e recolha de processos e de material de esterilização. Devem zelar pela segurança do serviço e conservação do material e pela manutenção da limpeza.


Equipas Assistenciais:

O doente oncológico é um doente que requer cuidados que abrangem diferentes áreas de intervenção, de modo a proporcionar-lhe qualidade física, social, psíquica e emocional, para minimizar os efeitos adversos da doença e tratamento, bem como assegurar uma prestação de cuidados adequada.
Assim, o Serviço de Radioterapia do Centro Hospitalar Lisboa Norte conta com o apoio de equipas assistenciais nas áreas da psicologia, nutrição e serviço social.

  1. Psicólogo: É o responsável por ajudar o doente a aprender a lidar com as mudanças emocionais, físicas e estilos de vida associados, no processo de doença e tratamento. É responsável pelo encaminhamento do doente à consulta de psiquiatria quando necessário.

  2. Nutricionista:É o responsável por orientar o doente a adoptar uma alimentação saudável, equilibrada e adequada à doença, de forma a assegurar um bom estado geral, para o tratamento ser mais bem tolerado e com menos complicações.

  3. Assistente Social: É o responsável por identificar e analisar os problemas e as necessidades de apoio social do doente, elaborando o respectivo diagnóstico social, de forma a garantir a qualidade, humanização e eficiência na prestação de cuidados.
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Caracterização do Serviço

Mensagem da Directora

Mensagem de Boas-Vindas

Como Directora do Serviço de Radioterapia dou as boas vindas a todos que desejem visitar este site, esperando contribuir para um melhor entendimento da missão do Serviço e do papel importante que a Radioterapia desempenha no tratamento das doenças oncológicas.

Assistimos a um aumento da incidência do cancro, relacionado não só com a expectativa de vida mas também com os novos estilos de vida da população. Contudo, nos últimos anos registou-se uma melhoria da sobrevida dos doentes, devido não só ao diagnóstico precoce, mas também à melhoria da acessibilidade dos doentes a terapêuticas inovadoras e sofisticadas.

Assim, o tratamento do cancro pelas radiações ionizantes representa um importante componente dos esquemas terapêuticos actuais e o desenvolvimento científico e tecnológico nos últimos anos, abriu oportunidades terapêuticas e criou novos horizontes nas possibilidades de cura dos doentes oncológicos. De acordo com os indicadores internacionais (Inter-Society Council for Radiation Oncology, USA), cerca de 50 a 60% dos doentes oncológicos deverão ser submetidos a Radioterapia, sendo esta directamente responsável pela cura de cerca de 40% de todos os casos.

É missão do Serviço de Radioterapia do Hospital de Santa Maria, CHLN E.P.E., contribuir para uma melhoria da assistência dos doentes oncológicos através de:
• Uma oferta assistencial qualificada de acordo com o estado da arte actual do tratamento, actualização e desenvolvimento de novos esquemas e técnicas terapêuticas;
• Desenvolvimento e actualização permanente de novos protocolos terapêuticos;
• Participação nas consultas multidisciplinares, bem como no seguimento de todos os doentes tratados;
• Participação na investigação científica clínica assim como básica e translacional;
• Formação contínua pós-graduada a médicos, físicos e técnicos;
• Motivação de os todos os profissionais do Serviço de forma a possibilitar um bom acolhimento a todos os doentes.

Actualmente o Serviço está equipado com aceleradores de nova geração que permitem executar todas as técnicas de precisão, nomeadamente a radioterapia guiada por imagem, estereotáxica de cabeça e pescoço, cérebro e corpo e gatting. O desenvolvimento destas novas técnicas representam uma evolução substancial no tratamento, sempre no melhor interesse dos doentes que nos procuram.

Isabel Monteiro Grillo, MD, PhD
Directora do Serviço de Radioterapia do HSM, CHLN, E.P.E


Organograma Estrutural


Organograma Funcional

Direcção e Coordenação do Serviço de Radioterapia do CHLN

Directora do Serviço
Professora Doutora Isabel Monteiro Grillo

Directora Técnica do Serviço de Radioterapia do SAMS
Professora Doutora Isabel Monteiro Grillo

Técnica Coordenadora
Técnica Isabel Diegues

Áreas Terapêuticas:

Coordenadora da Radioterapia Externa / Membro da Subcomissão da Dor – Farmácia e Terapêutica
Dra. Filomena Pina

Responsável Físico de Radioterapia Externa
Eng.º Luís Madureira
Eng.ª Rita Malveiro

Coordenadora da Braquiterapia
Dra. Marília Jorge

Responsável Físico da Braquiterapia
Dr. Carlos Jesus

Enfermeira Chefe
Enfermeira Filomena Malhão

Assistente Técnica Responsável
Assistente Técnica Elizabete Gonçalves


Recursos Humanos

O tratamento de doentes oncológicos com recurso à Radioterapia exige uma equipa multidisciplinar, que funcione como um sistema inter-dependente, uma vez que nenhum dos profissionais que a integra possui os conhecimentos e a experiência necessária para realizar as tarefas de forma individual. Assim, todos têm funções específicas e que se complementam.

A equipa multidisciplinar do Serviço de Radioterapia do Hospital de Santa Maria é composta por Médicos especialistas em Radioterapia, Físicos, Técnicos de Radioterapia, Enfermeiros, Assistentes Técnicos e Assistentes Operacionais.

Direcção do Serviço de Radioterapia: Professora Doutora Isabel Monteiro Grillo
Coordenação Técnica: Técnica Coordenadora Maria Isabel Diegues


Chefe de Serviço

Extensão
Professora Doutora Isabel Monteiro Grillo 55323
Dra. Marília Jorge 53136/91802

Assistentes

Extensão
Dra. Filomena Pina 53135/91844
Dr. Laurentiu Bujor 53139/90802
Dr. Nuno Pimentel 53139/90812
Dra. Lurdes Batarda 53140/53142
Dra. Olalla Gonzalez 53141/53148
Dra. Vera Mendonça 53142

Internos em Formação

Extensão
Dr.ª Maria Inês Antunes – 4º ano 53140/53133
Dr.ª Ana Amado – 3º ano 53140/53133
Dr. Miguel Ferreira – 2º ano 53140/53133
Dr.ª Ana Luísa Vasconcelos – 2º ano 53140/53133
Dr.ª Virgínia Mareco – 1º ano 53140/53133
(Interno de Urgência) 99699

Gabinete de Física

Extensão
Dr. Carlos Jesus 53144
Eng.ª Rita Malveiro 90845
Doutor Luís Prudêncio 53144
Eng.ª Vânia Baptista 53147
Eng. João Galhardas 53147
Eng. Tiago Ribeiro 53147

Técnicos de Radioterapia

Extensão
Téc. Coordenadora Isabel Diegues 53152/99673

Téc. Sub Coordenadora Mª Céu Raimundo

53152/99670
Téc. Ana Duarte 53138/90873
Téc. Helena Gomes da Silva 53130
Téc. Isabel Caetano 53150
Téc. Rita Fonseca 53145
Téc. Antonieta Ferreira 53138/53373
Téc. Sandra Charrua 53138/53373
Téc. Sofia Moura 53130
Téc. Rita Branco 53150
Téc. Catarina Marques 53146
Téc. Sandra Aresta 53146/90826
Téc. Tatiana Leal 53130
Téc. Vera Quintino 53145
Téc. Sandra Lemos 53146
Téc. Mª João Crespo 53146
Téc. Marta Rocha 53145
Téc. Dagmar Parreira 53150
Téc. Sara Brito 53150
Téc. Adriana Borges 53146
Téc.Ana Rita Simões 53130
Téc. Mayra Pereira 53145
Téc. Mafalda Ferreira 53150
Téc.Inês Lima 53150
Téc.Tânia Mouro 53150

Enfermeiros Graduados

Extensão
Enf.ª Chefe Mª Filomena Marques 53143/99531
Enf. João Carita 53143/53149
Enf.ª Maria da Luz Didier 53143/53149
Enf.ª Cátia Fidalgo 53143/53149

Assistentes Técnicos

Extensão
Elisabete Gonçalves (Responsável Assistentes Técnicos) 53185/91807
Margarida Debienne (Secretária de Direcção) 53153
Tânia Pereira 55312/53154
José Nunes 55312/53154
Marta Quintal 55312/53154
Duarte Sanches 55312/53154
Dulce Lopes 55312/53154
Catarina Isa Nunes 55312/53154
Célia Mendes 55312/53154

Assistentes Operacionais
Carlos Silva
Casimiro Espiguinha
Dalila Almeida
Anabela Domingues
Nuno Isaque

Administrador de Área
Dr.ª Deolinda David


Equipamentos

O Serviço de Radioterapia do Hospital de Santa Maria conta com tecnologia de vanguarda que permite a realização de técnicas terapêuticas sofisticadas, garantindo, desta forma, a administração de radiação ionizante num volume tumoral bem definido, com margens diminutas, preservando ao máximo os tecidos sãos adjacentes. Esta tecnologia também permite assegurar a cobertura de todo o volume alvo face às incertezas geométricas e aos movimentos dos órgãos.

Equipamentos de Terapia:

  • 1 Acelerador Linear Oncor Impression Plus (Siemens ®);
  • 1 Acelerador Linear Synergy (Elekta ®);
  • 1 Acelerador Linear Synergy S (Elekta ®);
  • 1 Micro Selectrão HDR (Nucletron ®);
  • 1 Acelerador Linear Clinac 2100 - C/D (Varian ®), nas instalações do SAMS, em regime de parceria.

Equipamento de Planeamento e Simulação:

  • 1 Tomografia Computorizada Somatom Sensation Open (Siemens ®);
  • 1 Sistema de Lasers Móvel Dorado (LAP®);
  • 1 Unidade Integrada de Braquiterapia (Nucletron ®).

Equipamento de Dosimetria Clínica:

  • 1 Sistema de Planeamento Plato – 3 estações de trabalho;
  • 1 Sistema de Planeamento Oncentra Masterplan (Nucletron ®) – 4 estação de trabalho;
  • 1 Sistema de Planeamento Swift (Nucletron ®) – 1 estação de trabalho;
  • 1 Sistema de Planeamento ERGO ++ (CMS®) – 1 estação de trabalho;
  • 1 Sistema de Planeamento XIO (CMS®) – 2 estações de trabalho;
  • 1 Sistema de Planeamento Mónaco (CMS®) – 2 estações de trabalho.

Outros Equipamentos:

  • 1 Irradiador de Produtos Sanguíneos 437 C Type G (IBL®);
  • Sistema de rede, registo e verificação de dados Mosaiq (Impac ®).

Actividades Assistenciais:

Focam-se as actividades desenvolvidas no Serviço que melhor permitem avaliar a sua actividade clínica.

Consultas de Radioterapia

  1. Consultas de Decisão Terapêutica:
  2. Esta consulta é realizada pelo médico especialista em Radioterapia, isoladamente ou em conjunto com outros especialistas - consultas multidisciplinares, nas quais é decidido o plano terapêutico do doente. Têm lugar no CHLN (Serviço de Radioterapia ou outros serviços) e nos hospitais da rede referenciação hospitalar.

    Consultas Multidisciplinares

    Consulta de Pulmonares (Hospital de Santa Maria, Hospital Pulido Valente e Hospital de Santa Marta;
    Consulta de Neuro Oncologia (Hospital de Santa Maria);
    Consulta de Mastologia (Hospital de Santa Maria);
    Consulta de Radiocirurgia (Hospital de Santa Maria);
    Consulta de ORL (Hospital de Santa Maria, Hospital Pulido Valente e Hospital de São José);
    Consulta de Tumores Ósseos e Sarcomas (Hospital de Santa Maria);
    Consulta de Cólon e Recto (Hospital de Santa Maria e Hospital de Santo António dos Capuchos);
    Consulta de Urologia (Hospital de São José);
    Consulta de Gastrenterologia/Estômago (Hospital de São José);
    Consulta de Hematologia (Hospital de Santo António dos Capuchos).

    Especialidades Médicas:

    Profa. Doutora Isabel Monteiro Grillo – Génito-Urinário e Gastrointestinal;
    Dr.ª Filomena Pina – Génito-Urinário ; Gastrointestinal e Tumores Ósseos e Partes Moles;
    Dr.ª Olalla Gonzalez – Génito-Urinário; Gastrointestinal;
    Dr. Laurentiu Bujor – Esfera ORL, SNC e Hematologia;
    Dr. Nuno Pimentel – Pulmão e Esfera ORL;
    Dr.ª Marília Jorge - Ginecologia e Mama;
    Dr.ª Vera Mendonça – Ginecologia e Mama;
    Dr.ª Lurdes Batarda – Mama.


    Horários das Consultas de Decisão

    Dr.ª Filomena Pina

    Dr.ª Olalla Gonzalez

    Dr. Laurentiu Bujor

    Dr. Nuno Pimentel

    Dr.ª Marília Jorge

    Dr.ª Lurdes Batarda

    Dr.ª Vera Mendonça

    2ª Feira

    15:00 às 17:00
    Médico Urgência
    08:00 às 21:00

    14:00 às 16:00

    09:00 às 12:00

    08:00 às 10:00

    10:30 às 12:00

    15:00 às 17:00

    3ª Feira

    13:00 às 15:30

    09:30 às 10:30
    14:00 às 15:30
    Médico Urgência
    08:00 às 21:00

    08:00 às 09:00
    16:00 às 17:00

    08:00 às 10:00

    4ª Feira

    13:00 às 15:30

    15:00 às 16:00

    Médico Urgência
    08:00 às 21:00

    5ª Feira

    12:00 às 14:00

    15:00 às 17:00

    Médico Urgência
    08:00 às 21:00

    10:30 às 12:00

    6ª Feira

    Médico Urgência
    08:00 às 21:00

    Médico Urgência
    08:00 às 21:00

    08:30 às 13:00

    Nota: As consultas de decisão acima referidas realizam-se de 30 em 30 minutos


    Horário das Consultas Multidisciplinares

    Dr.ª Filomena Pina

    Dr. Laurentiu Bujor

    Dr. Nuno Pimentel

    Dr.ª Marília Jorge

    2ª Feira

    Pulmão
    Hospital Pulido Valente 08:45

    Ginecologia
    Hospital Santa Maria 18h00

    3ª Feira

    Colo – Rectal
    Hospital dos Capuchos
    Mensalmente 08:00 às 08:45

    Pulmão
    Hospital Santa Maria 12:00

    Pulmão
    Hospital Santa Marta 14:00

    Mama
    Hospital Santa Maria 12:00

    4ª Feira

    Génito – Urinário
    Hospital São José
    08:15 às 09:30
    (15 em 15 dias)

    ORL
    Hospital Pulido Valente 15:00
    (2ª e 4ª semana do mês)
    Neuroncologia
    Hospital Santa Maria
    12:30
    (15 em 15 dias)
    Radiocirurgia
    Hospital Santa Maria 14:00

    ORL
    Hospital São José
    08:30
    (15 em 15 dias)

    5ª Feira

    Esófago-Gástrico
    Hospital de São José
    09:00
    (15 em 15 dias)

    ORL
    Hospital Santa Maria 11:00

    Braquiterapia Ginecológica
    Hospital Santa Maria

    6ª Feira

    Colo – Rectal
    Hospital Santa Maria 12:30

  3. Consulta de decisão terapêutica urgente:
  4. Consulta de decisão terapêutica realizada para casos emergentes ou urgentes, cujo tratamento deva ser iniciado até às próximas 48 horas ou nos 5 dias seguintes à consulta, respectivamente.

  5. Consultas de Acompanhamento:
  6. Todos os doentes em tratamento são observados regularmente para vigilância de sintomatologia e toxicidade induzidas pelo tratamento.

  7. Consulta Final de Tratamento:
  8. Consulta realizada no final de tratamento. O médico especialista em radioterapia elabora o relatório clínico a ser entregue ao médico assistente e encaminha o doente para as próximas etapas do seu plano terapêutico.

  9. Consultas de Revisão:
  10. Após o término da Radioterapia, os doentes realizarão consultas de Revisão (Follow-up), cuja frequência obedece ao calendário protocolado pelo Serviço de RT, adaptado a cada patologia e onde será avaliado o estado clínico do doente, nomeadamente a eficácia do tratamento/progressão da doença.

  11. Consultas de Nutrição:
  12. As consultas de nutrição têm o objectivo de fornecer ao doente apoio nutricional, de forma a prevenir a disfunção metabólica, reduzir a morbilidade terapêutica, e assegurar a qualidade de vida do doente durante e após a radioterapia.

  13. Consultas de Apoio Psicológico:
  14. As consultas de apoio psicológico têm o objectivo de ajudar o doente a aprender a lidar com as mudanças emocionais, físicas e estilos de vida associados no processo de doença e tratamento, quando solicitadas pelo médico ou pelo doente.

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Processo de Certificação do Serviço

Processo de Certificação do Serviço (em elaboração)

Este processo é assessorado pela Coordenadora do Gabinete de Qualidade do CHLN Eng.ª Maria Dores Capucho

Grupo de Trabalho
Téc. Isabel Diegues - Coordenadora
Dra. Deolinda David
Dra. Filomena Pina
Eng.ª Vânia Baptista
A.T. Elizabete Gonçalves
Enf. Filomena Malhão
Téc. Sofia Moura

Gestores de Qualidade
Dra. Filomena Pina
Eng.ª Vânia Baptista
Técnica Isabel Diegues
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Rede de Referenciação Hospitalar

Rede de Referenciação Hospitalar (RRH) em Oncologia

“A Rede de Referenciação em Oncologia é um sistema através do qual se pretende regular as relações de complementaridade e de apoio técnico entre todas as instituições hospitalares, de modo a garantir o acesso de todos os doentes aos serviços e unidades prestadoras de cuidados de saúde na área da oncologia, sustentado num sistema integrado de informação interinstitucional.” (Ministério da Saúde – Direcção Geral da Saúde, 2002).
Alguns dos principais objectivos da RRH em Oncologia são:

  • Melhorar a qualidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos;
  • Criar condições que facilitem a todas as instituições integradas na rede o desempenho da sua missão;
  • Promover, numa perspectiva de continuidade de cuidados, a integração da rede hospitalar com todas as estruturas de saúde locais;
  • Desenvolver a investigação clínica em Oncologia;
  • Promover a formação de pessoal de saúde para a implementação da rede de cuidados em Oncologia;
  • Reforçar a utilização de tecnologias de informação e comunicação e facilitar o transporte de exames, amostras e doentes.

O Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), composto pelos Hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, insere-se na Unidade Setentrional da Sub-região de Lisboa da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Presta cuidados directos a cerca de 365.000 habitantes, das áreas dos Centros de Saúde de Alvalade, Benfica, Loures, Lumiar, Odivelas e Pontinha. As suas características de centro de destino para a referenciação diferenciada alargam a sua influência para os níveis regional e nacional.
O serviço de Radioterapia do CHLN está inserido numa RRH em Oncologia, sendo prestador de serviços para:

  • Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra);
  • Hospital Reynaldo dos Santos (Vila Franca de Xira).

O Serviço de Radioterapia do CHLN tem protocolo de Radioterapia Externa:

  • Centro Hospitalar Lisboa Central;
  • Centro Hospitalar de Torres Vedras.

O Serviço de Radioterapia do CHLN tem protocolo de Braquiterapia com:

  • Centro Hospitalar Lisboa Central
  • Hospital Garcia de Orta;
  • Hospital Nossa Senhora do Rosário
  • Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil - Lisboa
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Actividades Científicas e Pedagógicas

Actividade Docente

  1. Ensino Pré-Graduado:
  2. O Serviço de Radioterapia do Hospital de Santa Maria participa no ensino pré-graduado da Faculdade de Medicina de Lisboa, leccionando nas unidades curriculares de Cirurgia I e Cirurgia II.
    O Serviço participa também no ensino pré-graduado da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, mais especificamente na unidade curricular de Estágio em Radioterapia.


  3. Ensino Pós-Graduado:
  4. O Serviço de Radioterapia do Hospital de Santa Maria tem também uma participação activa no ensino pós-graduado de Médicos, Físicos e outros profissionais da área da saúde, organiza cursos de pós-graduação e participa em cursos de Mestrado na área da Oncologia, da Nutrição e das Tecnologias da Saúde.
    O Serviço tem mantido uma acção relevante na preparação de mestrandos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, na área da Física das Radiações, com quem mantêm um protocolo.


Actividade Científica e de Investigação

O Serviço de Radioterapia do Hospital de Santa Maria tem desenvolvido uma actividade científica e investigacional importante e crescente nos últimos anos.
É de salientar a participação nos trabalhos de investigação clínica relacionados com a nutrição e qualidade de vida em doentes oncológicos, através de uma colaboração com o Centro de Nutrição e Metabolismo e com a Unidade de Angiogénese do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa.
O Serviço também participa no desenvolvimento de projectos de investigação na área da Física das Radiações, em colaboração com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e com o Laboratório de Investigação e Partículas da Universidade Nova de Lisboa.


Sessões Clínicas

Data Sessão Clínica
04.03.2009 “Tumores Desmóides” - Dr.ª Ana Luísa Vasconcelos
10.03.2009 “Sistema de notificação em Radioterapia - Gestão e segurança do doente” - Professora Margarida Eiras
12.03.2009 “Erbitux e Radioterapia em CPCCP - Prevenção e tratamentos das Radiodermites” - Isabel Costa - Merck-Serono
19.03.2009 “Apresentação de Caphosol - Avanços no tratamento da mucosite oral” - Dr. Andrew Jones; Alberto Nóbrega e Manuel Silva - Eusapharma
26.03.2009 “Carcinoma Neuroendócrino do Recto - Caso Clínico” - Dr.ª Joana Ribeiro e Dr.ª Filomena Pina
23.04.2009 “Irradiação Axial - Neoplasia do Pulmão” - Dr.ª Samira Momede, Dr. Nuno Pimentel e Dr. Laurentiu Bujor
28.04.2009 “Apresentação de um sistema de sementes para implantes prostáticos permanentes” - Eng. Carlos Jesus
30.04.2009 “Avaliação económica no tratamento de segunda linha de doentes com CPNPC” - Professor Doutor Julian Peralman - ENSP
12.05.2009 “Carcinoma da Mama radio-induzido? A propósito de dois casos irradiados preventivamente com técnica de Mantle por Linfoma de Hodgkin” - Dr.ª Vera Mendonça, Dr.ª Inês Luís e Dr.ª Marília Jorge
28.05.2009 “Radiobiologia - Interrupções em Radioterapia” - Dr.ª Maria Inês Antunes
04.06.2009 “Trismus – Um efeito pouco valorizado” - Dr.ª Ana Amado
18.06.2009 “Mesoteliomas - Irradiação Profiláctica” - Dr. Miguel Ferreira
25.06.2009 “Padrão de estado nutricional em doentes oncológicos” - Dr.ª Carolina Cruz
25.06.2009 “Padrão de composição corporal em doentes oncológicos” - Dr.ª Mariana Chaves
25.06.2009 “Cyber-Knife” - Luís Leitão; Hakan Baraner - Hemoportugal
02.07.2009 “Apresentação da Tomoterapia no Hospital de Santa Maria” - Dr. Jean Luc Forno, Director Europeu da Tomoterapia
09.07.2009 “Percurso do doente em Radioterapia” - Dr.ª Joana Ribeiro
10.09.2009 “Tratamento conservador no Carcinoma in situ da Mama” - Dr.ª Ana Luísa Vasconcelos
17.09.2009 “Impacto na gestão de um serviço de Radioterapia provocado pelas interrupções não programadas dos tratamentos” – Dr.ª Isabel Diegues
24.09.2009 “Implementação do protocolo de compensação de paragem no Serviço de Radioterapia do Hospital de Santa Maria” - Eng.ª Catarina Souto e Eng.ª Vânia Batista
08.10.2009 “Qualidade de vida no doente oncológico” - Dr. Filipe Barbosa
20.10.2009 “Oncotermia” - Professor Andarás Szasz - Oncotherm Iberica
03.11.2009 “Restrições de dose em Braquiterapia de alta taxa de dose” - Eng. Carlos Jesus e Doutor Luís Prudêncio
05.11.2009 “Trabalhos apresentados no 5º Simpósio Nacional - Cancro Digestivo e no 2º Congresso Nacional da APNO” - Dr.ª Maria Inês Antunes
10.12.2009 “Linfomas Primários do SNC” - Dr. Miguel Ferreira
14.01.2010 “ Segurança do doente na prestação de cuidados de saúde: O caso da Radioterapia”- Professora Margarida Eiras
28.01.2010 “Apresentação do Projecto - Novos Aceleradores”- Sociedade Avanço
11.02.2010 “ MD Anderson - Estágio em H&N”- Dr. Laurentiu Bujor
25.02.2010 “ Dor e Terapêutica” – Grunenthal: José Carracho/Paula Lemos
04.03.2010 “ Tratamento da EMESE em Oncologia” – Merck Sharp&Dohme:
Dr.ª Mafalda Nogueira
11.03.2010 “ Estrutura dos Artigos Clínicos e Interpretação Prática dos Dados Estatísticos dos AC” - António Antunes
18.03.2010 “ Melhor Precisão na Sobreimpressão de Mama com Braquiterapia não Invasiva” – Nucletron: Fernando Escaleira Alves
25.03.2010 “ Sessão de Sensibilização para o Projecto de Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade do Serviço de Radioterapia” – Professora Doutora Isabel Monteiro Grillo e Eng.ª Maria das Dores Capucho
01.04.2010 “ Histologia Rara em Neoplasia da Mama” – Dr.ª Lurdes Batarda
08.04.2010 “ Simulação Monte Carlo de um Acelerador Linear usado em Radioterapia “ – Eng.ª Cecília Borges
15.04.2010 “ Análise das Ocorrências Reportadas durante o ano de 2009” – Técn.s Sandra Lemos e Marta Rocha
15.04.2010 “ Interrupções ao Tratamento em Doentes que Iniciaram no 1º Trimestre de 2008 e 2009- Avaliação e Comparação” – Técn.s Dagmar Parreira e Mª João Crespo
22.04.2010 “ Segurança do Doente- Conferência de Paris; Gabinete de Gestão do Risco”- Dr.ª Isabel Diegues
29.04.2010 “ Atenuação das Mesas de Tratamento em RT “ – Eng. Miguel Mota
06.05.2010 “ Procedimentos Diagnósticos/ Quality Checklist” – Dr. Pimentel / Técn.Antonieta Ferreira/ Eng.ª Vânia Baptista
20.05.2010 “ Apresentação dos Protocolos RT Neoplasia do Recto e Canal Anal” – Dr.ª Olalla González
27.05.2010 “ Apresentação do Sistema de Coordenação Respiratória e Controlo de Posicionamento do Doente - Sentinel “- Eng.º Diogo Marcos
24.06.2010 “Implementação de IMRT” Eng.º Luís Madureira
15.07.2010 “ Braquiterapia Intersticial de Mama no CHLN” – Dra. Vera Mendonça /Dra. Marília Jorge/Dr. Carlos Jesus
23.09.2010 “Mama – Protocolo HSM” – Dra. Lurdes Batarda
30.09.2010 “Gestão da segurança do doente: resultados do sistema de notificação” – Profa. Margarida Eiras
21.10.2010 “Curso Estro – Evidence Based Radiotheraphy” – Dra. Inês Antunes / Dra. Ana Amado/ Dra. Ana Luísa Vasconcelos/ Dra. Virgínia Mareco / Dr. Miguel Ferreira

Trabalhos Científicos/Participações:

Produção Científica

2007-2010

Publicações

Revistas Internacionais

21

Revistas Nacionais

20

Livros/Capítulos Livros

Internacionais

1

Nacionais

5

Reuniões/ Eventos Científicos

Organizações

Internacionais

4

Nacionais

6

Comunicações

Internacionais

10

Nacionais

20

Por Convite

42

Posters

102

Participação

152

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Relatório de Actividades


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Relatório de Actividades de 2008 - pdf.jpg Abrir

Relatório de Actividades de 2009 - pdf.jpg Abrir
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Apoio ao Doente

Percurso do doente em Radioterapia

Identificação dos Profissionais do Serviço

Núcleo Médico

Núcleo Físico

Núcleo Técnico

Núcleo de Enfermagem

Núcleo Administrativo

Núcleo Auxiliar

Perguntas frequentes

O que é a Radioterapia?
A Radioterapia é um tratamento utilizado na luta contra o cancro, que tem como objectivo primordial a administração, fraccionada e controlada, de uma dose de radiação ionizante num volume tumoral bem definido, esterilizando-o, preservando ao máximo os tecidos sãos adjacentes, atingindo um ratio terapêutico óptimo com uma taxa de morbilidade mínima. É também realizada como terapêutica de tumores benignos.
A Radioterapia também pode ser utilizada com intuito paliativo, sendo administrada muitas vezes a título antiálgico, hemostático ou descompressivo.
Existem duas vertentes na Radioterapia: a Radioterapia Externa e a Braquiterapia.
A Radioterapia Externa é a vertente mais comum da Radioterapia e consiste na aplicação de feixes de radiação exteriores ao corpo.
A Braquiterapia é um tipo de Radioterapia na qual uma ou várias fontes radioactivas são colocadas próximo ou mesmo no interior do órgão ou tecido que se pretende irradiar.

Como é administrado o tratamento de Radioterapia Externa?
O tratamento é administrado de acordo com a prescrição médica, numa sala própria, utilizando um acelerador linear.
Na sala de tratamento, o Técnico de Radioterapia posiciona o doente e localiza a área a tratar, na mesa de tratamento, utilizando marcações existentes na sua pele ou na máscara, dependendo da patologia. O doente deve estar o mais descontraído possível, permanecer imóvel na posição de tratamento e respirar calmamente.
Durante as sessões de tratamento, o doente fica sozinho dentro da sala. No entanto, este é permanentemente monitorizado através de um circuito fechado de vídeo e áudio.
Cada sessão tem a duração aproximada de 10 minutos. Contudo o tempo que o doente é exposto a radiação varia entre alguns segundos a poucos minutos.

O que posso fazer para lidar com o tratamento?
O estado emocional causado quer pelo diagnóstico, quer pelo (s) tratamento (s) pode afectar a saúde física e psíquica do doente. Como tal, é relevante que o doente encontre estratégias que o ajudem a lidar de forma eficaz com as exigências da doença e do (s) tratamento (s).
É importante que o doente tenha cuidados adicionais no seu dia-a-dia, nomeadamente manter uma alimentação saudável e equilibrada, praticar exercício físico adequado à sua condição (desde que não haja contra-indicação médica) e, dentro do possível, manter as actividades diárias.

Em que dias se realiza o tratamento?
O tratamento de Radioterapia realiza-se de 2ª a 6ª feira, excepto feriados e paragens programadas. No entanto, esta programação pode ser alterada em função do percurso terapêutico estabelecido.

Quanto tempo durará o meu tratamento?
O tratamento poderá ter a duração de 1 dia a 8 semanas, mediante prescrição médica.

O tratamento dói?
Não, o tratamento é indolor.

Ficarei radioactivo com este tratamento?
Não, não ficará radioactivo.

O meu cabelo irá cair?
A queda do cabelo é um dos efeitos secundários do tratamento em doentes com patologia cerebral. A alopécia ocorre apenas na região irradiada.

Quais são os possíveis efeitos secundários do tratamento?
O tratamento de Radioterapia pode provocar alguns efeitos secundários, sendo que estes surgem normalmente a partir da 2ª ou 3ª semana de tratamento. Estes efeitos são, regra geral, localizados na região de tratamento e dependem da dose de tratamento e da sensibilidade individual de cada doente. Daí, que por vezes, seja possível que algumas pessoas sintam estes efeitos com mais ou menos severidade do que outras.
A nível geral, os efeitos secundários mais comuns são: alterações na pele e fadiga.
Além destes podem surgir outros efeitos secundários consoante a área a ser tratada.
Em doentes com patologia abdominal e/ou pélvica podem ocorrer os seguintes efeitos secundários: náuseas ou vómitos, diarreia, ardor ou dificuldade ao urinar e disfunção sexual.
Em doentes com patologia torácica podem ocorrer os seguintes efeitos secundários: tosse seca, mau estar, azia e ardor ao engolir.
Em doentes com patologia cerebral podem ocorrer os seguintes efeitos secundários: náuseas ou vómitos, descamação do couro cabeludo e queda do cabelo na região irradiada.
Em doentes com patologia da esfera ORL, podem ocorrer os seguintes efeitos secundários: diminuição da produção de saliva, alteração a nível do paladar, perda de apetite, dificuldade ao engolir e rouquidão.
Em caso de aparecimento de algum destes sintomas ou outros que não estejam aqui descritos, o doente deve comunicar ao Técnico de Radioterapia ou Enfermeiro que o acompanham ao longo do seu tratamento, de modo a que seja programada uma consulta com o Médico Especialista de Radioterapia.

Como podem ser minimizados os efeitos secundários?
Existem alguns cuidados que o doente pode adoptar para minimizar os efeitos secundários inerentes ao tratamento. Esses cuidados dependem da região de tratamento. No entanto, o doente deve:

  • Aplicar na região de tratamento, um creme apropriado, recomendado pelo Médico especialista em Radioterapia (e somente esse creme);
  • Utilizar sabonete de glicerina ou com pH neutro para lavar a região de tratamento;
  • Evitar esfregar ou coçar a região de tratamento;
  • Evitar expor ao sol a região de tratamento;
  • Evitar vestir roupa justa ou apertada e de preferência vestir roupa de algodão.

Existem outros cuidados a ter em conta, no entanto, e por serem específicos de cada patologia, não estão aqui referidos. Contudo, essa informação é fornecida ao doente quando este inicia o tratamento.

Terei que ser internado durante o período de tempo no qual ocorre o tratamento?
Não, a maioria dos doentes é tratada em regime ambulatório. No entanto, poderá ser necessário o internamento nos casos em que o performance status do doente e as terapêuticas combinadas assim o exijam.

Terei de alterar as minhas actividades normais?
É importante que o doente mantenha as suas actividades normais sempre que possível. Contudo deve procurar fazer períodos de repouso maiores, de modo a compensar a fadiga provocada pelo tratamento.

Como irei saber se o tratamento está a ser eficaz?
A eficácia da Radioterapia faz-se sentir não só ao longo do tratamento, mas também após o término do mesmo.
Posteriormente o doente é acompanhado periodicamente pelo seu Médico especialista em Radioterapia em consultas de follow-up para avaliação do efeito terapêutico.

Em caso de dúvida nestas ou noutras questões, o doente deve dirigir-se ao seu Médico/Técnico de Radioterapia/Enfermeiro que o acompanham ao longo do seu percurso na Radioterapia.

Direitos e Deveres dos Doentes

“O direito à protecção da saúde está consagrado na Constituição da República Portuguesa, e assenta num conjunto de valores fundamentais como a dignidade humana, a equidade, a ética e a solidariedade.
No quadro legislativo da Saúde são estabelecidos direitos mais específicos, nomeadamente na Lei de Bases da Saúde (Lei 48/90, de 24 de Agosto) e no Estatuto Hospitalar (Decreto-Lei n.º 48 357, de 27 de Abril de 1968).
São estes os princípios orientadores que servem de base à Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes.
O conhecimento dos direitos e deveres dos doentes, também extensivos a todos os utilizadores do sistema de saúde, potencia a sua capacidade de intervenção activa na melhoria progressiva dos cuidados e serviços.
Evolui-se no sentido de o doente ser ouvido em todo o processo de reforma, em matéria de conteúdo dos cuidados de saúde, qualidade dos serviços e encaminhamento das queixas.
A Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes representa, assim, mais um passo no caminho da dignificação dos doentes, do pleno respeito pela sua particular condição e da humanização dos cuidados de saúde, caminho que os doentes, os profissionais e a comunidade devem percorrer lado a lado.
Assume-se, portanto, como um instrumento de parceria na saúde, e não de confronto, contribuindo para os seguintes objectivos:

  • Consagrar o primado do cidadão, considerando-o como figura central de todo o Sistema de Saúde;
  • Reafirmar os direitos humanos fundamentais na prestação dos cuidados de saúde e, especialmente, proteger a dignidade e integridade humanas, bem como o direito à autodeterminação;
  • Promover a humanização no atendimento a todos os doentes, principalmente aos grupos vulneráveis;
  • Desenvolver um bom relacionamento entre os doentes e os prestadores de cuidados de saúde e, sobretudo, estimular uma participação mais activa por parte do doente;
  • Proporcionar e reforçar novas oportunidades de diálogo entre organizações de doentes, prestadores de cuidados de saúde e administrações das instituições de saúde.

Com a versão que agora se apresenta aos doentes e suas organizações, aos profissionais e entidades com responsabilidades na gestão da saúde e ao cidadão em geral, procura-se fomentar a prática dos direitos e deveres dos doentes.
Visa-se, por outro lado, recolher opiniões e sugestões para um gradual ajustamento das disposições legais aos princípios que vierem a ser considerados necessários para garantir o cumprimento responsável e cívico destes direitos e deveres.

Direitos dos Doentes:

  • O doente tem direito a ser tratado no respeito pela dignidade humana
  • É um direito humano fundamental, que adquire particular importância em situação de doença. Deve ser respeitado por todos os profissionais envolvidos no processo de prestação de cuidados, no que se refere quer aos aspectos técnicos, quer aos actos de acolhimento, orientação e encaminhamento dos doentes.
    É também indispensável que o doente seja informado sobre a identidade e a profissão de todo o pessoal que participa no seu tratamento.
    Este direito abrange ainda as condições das instalações e equipamentos, que têm de proporcionar o conforto e o bem-estar exigidos pela situação de vulnerabilidade em que o doente se encontra.


  • O doente tem direito ao respeito pelas suas convicções culturais, filosóficas e religiosas
  • Cada doente é uma pessoa com as suas convicções culturais e religiosas. As instituições e os prestadores de cuidados de saúde têm, assim, de respeitar esses valores e providenciar a sua satisfação.
    O apoio de familiares e amigos deve ser facilitado e incentivado.
    Do mesmo modo, deve ser proporcionado o apoio espiritual requerido pelo doente ou, se necessário, por quem legitimamente o represente, de acordo com as suas convicções.


  • O doente tem direito a receber os cuidados apropriados ao seu estado de saúde, no âmbito dos cuidados preventivos, curativos, de reabilitação e terminais
  • Os serviços de saúde devem estar acessíveis a todos os cidadãos, de forma a prestar, em tempo útil, os cuidados técnicos e científicos que assegurem a melhoria da condição do doente e seu restabelecimento, assim como o acompanhamento digno e humano em situações terminais.
    Em nenhuma circunstância os doentes podem ser objecto de discriminação.
    Os recursos existentes são integralmente postos ao serviço do doente e da comunidade, até ao limite das disponibilidades.


  • O doente tem direito à prestação de cuidados continuados
  • Em situação de doença, todos os cidadãos têm o direito de obter dos diversos níveis de prestação de cuidados (hospitais e centros de saúde) uma resposta pronta e eficiente, que lhes proporcione o necessário acompanhamento até ao seu completo restabelecimento.
    Para isso, hospitais e centros de saúde têm de coordenar-se, de forma a não haver quaisquer quebras na prestação de cuidados que possam ocasionar danos ao doente.
    O doente e seus familiares têm direito a ser informados das razões da transferência de um nível de cuidados para outro e a ser esclarecidos de que a continuidade da sua prestação fica garantida.
    Ao doente e sua família são proporcionados os conhecimentos e as informações que se mostrem essenciais aos cuidados que o doente deve continuar a receber no seu domicílio. Quando necessário, deverão ser postos à sua disposição cuidados domiciliários ou comunitários.


  • O doente tem direito a ser informado acerca dos serviços de saúde existentes, suas competências e níveis de cuidados
  • Ao cidadão tem que ser fornecida informação acerca dos serviços de saúde locais, regionais e nacionais existentes, suas competências e níveis de cuidados, regras de organização e funcionamento, de modo a optimizar e a tornar mais cómoda a sua utilização.
    Os serviços prestadores dos diversos níveis de cuidados devem providenciar no sentido de o doente ser sempre acompanhado dos elementos de diagnóstico e terapêutica considerados importantes para a continuação do tratamento. Assim, evitam-se novos exames e tratamentos, penosos para o doente e dispendiosos para a comunidade.


  • O doente tem direito a ser informado sobre a sua situação de saúde
  • Esta informação deve ser prestada de forma clara, devendo ter sempre em conta a personalidade, o grau de instrução e as condições clínicas e psíquicas do doente.
    Especificamente, a informação deve conter elementos relativos ao diagnóstico (tipo de doença), ao prognóstico (evolução da doença), tratamentos a efectuar, possíveis riscos e eventuais tratamentos alternativos.
    O doente pode desejar não ser informado do seu estado de saúde, devendo indicar, caso o entenda, quem deve receber a informação em seu lugar.


  • O doente tem direito de obter uma segunda opinião sobre a sua situação de saúde
  • Este direito, que se traduz na obtenção de parecer de um outro médico, permite ao doente complementar a informação sobre o seu estado de saúde, dando-lhe a possibilidade de decidir, de forma mais esclarecida, acerca do tratamento a prosseguir.


  • O doente tem direito a dar ou recusar o seu consentimento, antes de qualquer acto médico ou participação em investigação ou ensino clínico
  • O consentimento do doente é imprescindível para a realização de qualquer acto médico, após ter sido correctamente informado.
    O doente pode, exceptuando alguns casos particulares, decidir, de forma livre e esclarecida, se aceita ou recusa um tratamento ou uma intervenção, bem como alterar a sua decisão.
    Pretende-se, assim, assegurar e estimular o direito à autodeterminação, ou seja, a capacidade e a autonomia que os doentes têm de decidir sobre si próprios.
    O consentimento pode ser presumido em situações de emergência e, em caso de incapacidade, deve este direito ser exercido pelo representante legal do doente.


  • O doente tem direito à confidencialidade de toda a informação clínica e elementos identificativos que lhe respeitam
  • Todas as informações referentes ao estado de saúde do doente – situação clínica, diagnóstico, prognóstico, tratamento e dados de carácter pessoal – são confidenciais. Contudo, se o doente der o seu consentimento e não houver prejuízos para terceiros, ou se a lei o determinar, podem estas informações ser utilizadas.
    Este direito implica a obrigatoriedade do segredo profissional, a respeitar por todo o pessoal que desenvolve a sua actividade nos serviços de saúde.


  • O doente tem direito de acesso aos dados registados no seu processo clínico
  • A informação clínica e os elementos identificativos de um doente estão contidos no seu processo clínico.
    O doente tem o direito de tomar conhecimento dos dados registados no seu processo, devendo essa informação ser fornecida de forma precisa e esclarecedora.
    A omissão de alguns desses dados apenas é justificável se a sua revelação for considerada prejudicial para o doente ou se contiverem informação sobre terceiras pessoas.


  • O doente tem direito à privacidade na prestação de todo e qualquer acto médico
  • A prestação de cuidados de saúde efectua-se no respeito rigoroso do direito do doente à privacidade, o que significa que qualquer acto de diagnóstico ou terapêutica só pode ser efectuado na presença dos profissionais indispensáveis à sua execução, salvo se o doente consentir ou pedir a presença de outros elementos.
    A vida privada ou familiar do doente não pode ser objecto de intromissão, a não ser que se mostre necessária para o diagnóstico ou tratamento e o doente expresse o seu consentimento.


  • O doente tem direito, por si ou por quem o represente, a apresentar sugestões ou reclamações
  • O doente, por si, por quem legitimamente o substitua ou por organizações representativas, pode avaliar a qualidade dos cuidados prestados e apresentar sugestões ou reclamações.
    Para esse efeito, existem, nos serviços de saúde, o gabinete do utente e o livro de reclamações.
    O doente terá sempre de receber resposta ou informação acerca do seguimento dado às suas sugestões e queixas, em tempo útil.


Deveres dos Doentes:

  1. O doente tem o dever de zelar pelo seu estado de saúde. Isto significa que deve procurar garantir o mais completo restabelecimento e também participar na promoção da própria saúde e da comunidade em que vive.
  2. O doente tem o dever de fornecer aos profissionais de saúde todas as informações necessárias para obtenção de um correcto diagnóstico e adequado tratamento.
  3. O doente tem o dever de respeitar os direitos dos outros doentes.
  4. O doente tem o dever de colaborar com os profissionais de saúde, respeitando as indicações que lhe são recomendadas e, por si, livremente aceites.
  5. O doente tem o dever de respeitar as regras de funcionamento dos serviços de saúde.
  6. O doente tem o dever de utilizar os serviços de saúde de forma apropriada e de colaborar activamente na redução de gastos desnecessários.”
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Hiperligações

Grupos de apoio e Associações

Acreditar (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro)
Amigas do Peito (Associação Humanitária para Apoio a Mulheres com Cancro da Mama)
Ame & Viva a Vida (Associação de Mulheres Mastectomizadas)
APAMCM (Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama)
Associação Oncológica do Algarve
Associação Portuguesa Contra a Leucemia
Associação Portuguesa de Doentes de Próstata
Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo
Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas
Associação Portuguesa de Ostomizados
Associação Viva Mulher Viva (Associação para o Bem-Estar e Qualidade de Vida das Mulheres com Cancro de Mama)
Europa Cólon Portugal (Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino)
Jovens com Cancro da Mama
Laço (Lutamos Contra o Cancro da Mama)
Liga Portuguesa Contra o Cancro
Movimento Vencer e Viver (Grupo de Apoio a Mulheres com Cancro de Mama, seus familiares e Amigos)
Os Homens Também Choram (O que os homens podem fazer quando a mulher de quem gostam tem cancro da mama)
União Humanitária dos Doentes Com Cancro

Portais e Sites

Info Cancro
Portal da Saúde
Sociedade Portuguesa de Senologia
Sociedade Portuguesa de Radioterapia Oncologia

Sites e Associações Internacionais

American Cancer Society
Association Of Ostomy Associations
Breast Cancer Org
European Cervical Cancer Association
National Comprehensive Cancer Network
People Living With Cancer
Prostate Cancer Foundation
Prostate Cancer Research Institute
Prostate Help
Skin Cancer Foundation

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Galeria de Fotos
Vista panorâmica
Entrada
Área técnica
Simuladores
Acelerador de última geração
Acelerador em simulação
Acelerador
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Comunicados de Imprensa

Gestão da Segurança do Doente em Radioterapia

O Serviço de Radioterapia do Centro Hospitalar Lisboa Norte assumiu a responsabilidade de um Projecto de investigação que, em colaboração com a Escola Nacional de Saúde Pública, envolverá todos os profissionais do Serviço com o objectivo de melhorar práticas e assim elevar os padrões de qualidade dos tratamentos de radioterapia. Saiba mais aqui. (...)

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